O nascimento do papel de Chief Sustainability Officer
As origens do papel de CSO remontam ao início dos anos 2000 — empurradas pelas preocupações ambientais crescentes e pelo reconhecimento de que a sustentabilidade é um imperativo empresarial. Nos primeiros dias, os CSOs ficavam frequentemente limitados a compliance ambiental e a programas de corporate social responsibility. Mas o âmbito alargou-se rapidamente assim que ficou visível a forte ligação entre práticas sustentáveis e resiliência empresarial a longo prazo.
O horizonte crescente das responsabilidades do CSO
Hoje, o âmbito do CSO vai muito para além das tarefas originais. Os CSOs modernos ligam os objetivos de sustentabilidade à estratégia global — e criam alinhamento que sustenta simultaneamente a responsabilidade ambiental e o crescimento empresarial. Um aliado discreto mas importante neste processo: a oferta crescente de ferramentas de carbon management que permitem captar, analisar e reportar emissões e outras métricas ambientais com precisão.
No contexto empresarial, os CSOs assumiram um papel de liderança em sustentabilidade. Um exemplo de referência é a Apple Inc., onde Lisa Jackson, enquanto Chief Sustainability Officer, conduz as iniciativas climáticas da empresa — em particular em renováveis e eficiência energética (1). Sob a sua liderança, a Apple definiu o objetivo ambicioso de se tornar carbon-neutral em todo o seu modelo de negócio e ciclo de vida de produto até 2030.
Desafios e oportunidades para os CSOs hoje
O caminho para a sustentabilidade está pavimentado de desafios — da resistência à mudança, passando por restrições orçamentais, até à mudança da regulação. Mas são precisamente esses obstáculos que abrem espaço à inovação. As ferramentas de carbon management como o today.green não ajudam apenas com a compliance; também trazem à superfície oportunidades de poupança de custos e ganhos de eficiência.
A evolução do papel do CSO mostra uma trajetória claramente ascendente — em paralelo com a importância crescente da sustentabilidade. Em 2018, oito empresas cotadas nos EUA nomearam o seu primeiro CSO; em 2022 o número era já superior a 40. Em 2020 e 2021 foram nomeados quase tantos CSOs como nos oito anos anteriores juntos — um sinal claro do papel crescente da sustentabilidade no dia a dia das empresas (2). Com a ascensão da circular economy, da avaliação de risco climático e de um reporting ESG mais rigoroso, o papel dos CSOs continuará a ganhar peso.
A ascensão dos CSOs também se vê nos números. Um relatório do Weinreb Group mostra um aumento claro: mais de 40 empresas cotadas nos EUA nomearam o seu primeiro CSO em 2022 — um salto significativo face a oito em 2018. Um inquérito mostra ainda que três quartos dos CSOs nos EUA fazem hoje parte da equipa executiva das suas empresas — prova da sua autoridade e influência crescentes (2).
Em síntese
A história dos CSOs é uma história de evolução, desafio e oportunidade. Enquanto eixo central da sustentabilidade empresarial, o seu papel é indispensável para conduzir as empresas a um futuro sustentável e resiliente. As carreiras inspiradoras de CSOs como Lisa Jackson na Apple mostram o impacto profundo — e as enormes possibilidades — que residem na sustentabilidade empresarial.
Fontes:
- «5 Chief Sustainability Officers Today», The Momentum.
- «Chief Sustainability Officers Are in It for the Long Haul», Stanford Graduate School of Business.

