Mito 1: Uma só pessoa na minha empresa é dona da pegada de carbono

A ideia de que uma única pessoa — por exemplo, um sustainability manager — é a única responsável pela pegada de carbono da empresa é um equívoco generalizado. Uma ação climática eficaz precisa de um esforço coletivo que se estende por departamentos e funções — e que inclui mesmo parceiros externos como fornecedores.

A gestão de carbono é um desafio interdisciplinar. Toca igualmente em finanças, compras, operações e comunicação — e precisa do seu input. A colaboração entre funções não entrega apenas dados de melhor qualidade, garante também que os objetivos de sustentabilidade ficam ancorados em todas as partes do negócio. Construir uma cultura de responsabilidade partilhada permite implementar estratégias climáticas significativas de forma mais eficaz e sustentá-las no tempo.

Para facilitar a vida ao teu sustainability manager e tornar a recolha de dados mais eficiente, construímos ferramentas úteis:

1. Assignment Tool: com as nossas ferramentas de atribuição podes delegar áreas de negócio inteiras ou fontes de emissão específicas — como viagens de negócios ou consumo de eletricidade — a colegas. Assim mantens supervisão sobre responsabilidades e completude.

2. Supplier Data Import: liga gratuitamente todos os teus fornecedores à tua conta e solicita rapidamente dados de emissões — para um produto (componente ou matéria-prima) ou um serviço (logística, publicidade, segurança).

Com estas ferramentas melhoras a colaboração, asseguras uma recolha de dados abrangente e geres a pegada de carbono da tua empresa de forma significativamente mais eficaz.

Mito 2: Posso construir a minha pegada de carbono inteiramente com dados de emissões spend-based

Os dados de emissões spend-based podem ser um primeiro passo útil para estimar a pegada de carbono — mas não chegam para desenvolver um plano de gestão de carbono abrangente e preciso. Dão uma visão geral, mas não a precisão necessária para decisões sólidas e definição de metas.

Os cálculos spend-based são influenciados por variáveis financeiras como flutuações de preços — o que leva a resultados imprecisos e inconsistentes. Para uma pegada de carbono precisa e acionável, os dados activity-based são indispensáveis. Incluem medições diretas de consumo energético, inputs materiais e outras métricas operacionais que pintam um quadro claro do teu perfil de emissões.

Assim que usas dados activity-based, a nossa plataforma pode sugerir medidas de redução concretas e adaptadas à tua empresa. Essa precisão permite metas de redução realistas e alcançáveis — e torna os teus esforços de sustentabilidade simultaneamente eficazes e credíveis.

Mito 3: Os carbon credits neutralizam a minha pegada de carbono

Um mito generalizado: comprar carbon credits compensa totalmente a pegada de carbono. Os carbon credits são uma ferramenta valiosa para apoiar projetos de sustentabilidade globais — mas não são uma solução milagrosa para a neutralidade carbónica. Os offsets podem contribuir para esforços climáticos mais amplos, mas não substituem a necessidade de reduções diretas de emissões nas tuas próprias operações.

Quem se baseia exclusivamente em carbon credits arrisca-se a uma falsa sensação de realização — e desvia-se da tarefa central: efetivamente cortar emissões. Verdadeira liderança climática significa integrar a sustentabilidade no core do negócio e procurar continuamente formas de reduzir emissões diretamente. Compensar é um complemento, não um substituto de uma redução séria de emissões.

Os nossos especialistas em gestão de carbono ajudam-te a desenvolver uma estratégia de offsetting credível que podes comunicar com confiança — assente numa pegada detalhada focada nas emissões residuais que sobram. Para além disso, todos os projetos climáticos do nosso catálogo passaram por um sistema de rating rigoroso com 65 critérios individuais — desde o seguro do projeto até riscos geopolíticos. Assim podes partilhar as tuas contribuições com confiança e provar o seu impacto.

Com uma abordagem abrangente que prioriza a redução direta de emissões e a complementa com projetos de offsetting de alta qualidade, fazes progresso significativo e credível.

O caminho a seguir

Desmontar estes mitos é crítico para empresas que querem progresso real em sustentabilidade. O que a tua empresa deve fazer:

1. Promove uma abordagem colaborativa: encoraja a colaboração transversal a departamentos para integrar a sustentabilidade em todas as funções de negócio.

2. Usa dados precisos: assenta em dados activity-based para perceber a tua pegada de forma abrangente.

3. Foca-te na redução direta de emissões: prioriza medidas internas de redução, e usa os carbon credits como complemento.

Quem desmonta estes mitos e adota uma abordagem mais holística e mais precisa à carbon footprint dá um contributo eficaz para a redução global de emissões e atinge de forma consistente as metas de sustentabilidade.

Vamos para lá dos mitos e trabalhar em ação real, baseada na ciência, que impulsiona a transição para uma economia low-carbon.